Dia 30 de novembro – Casablanca, Marrocos
No navio o jantar é servido no restaurante à La Carte, no início da viagem é informado o nome do restaurante e o número da mesa. Nosso Restaurante se chama Fantasia, mesa 42, para oito pessoas. Assim, conhecemos nossos amigos de São Sebastião, São Paulo, Regina e Valdir e, Carlos e Cacilda de Uberaba, Minas Gerais. Eles já tinham conhecido o casal francês, Gui e Michele que já trabalhou com turismo e conhece bem como as coisas funcionam Marrocos. Nosso amigo Gui se prontificou a ser o guia em Casablanca. Que maravilha! Fomos todos. Na chegada começou a negociação para o táxi, uma loucura, discutem, parece realmente uma briga entre os que ali estão oferecendo o serviço, e o Gui só na negociação e pechincha. Resultado: iniciaram o negócio em €40,00 por pessoa e concluiu por € 10,00. Mas é preciso ter muita calma, habilidade e falar a língua deles ou francês. Ótimo, fomos em dois carros, um tour pela cidade principais pontos com paradas para visitação e fotos. O trânsito da cidade é um verdadeiro caos, não sei como se entendem, os carros cortam a frente para conversão à esquerda, fazem umas manobras impressionantes, tem que ser bom motorista para dirigir aqui e, principalmente estar habituado com esses costumes.
O ponto marcante desse tour foi a Mesquita Hassan II, magnífica, imensa, lindíssima, foi construída recentemente, é a segunda maior do mundo e a única que permite visitação. 20.000 mil pessoas trabalharam na sua construção, é de uma beleza ímpar. A entrada para visitação não é nada barata, custa € 12,00 por pessoa, mas compensa. Depois de duas horas contemplando a harmonia dos detalhes da construção da Mesquita seguimos com nossos taxis, que estavam nos esperando, aqui é assim, eles esperam, o pagamento só é feito no final do tour, seguimos para a Medina, comércio de Casablanca. As lojas, tem um aspecto antigo, envelhecido, os produtos comercializados são muito variados, mas logo aparecem os vendedores de rua. Aconteceu algo bem engraçado, estávamos na calçada andando tranqüilos, de repente surge um homem apontando para o relógio do Julio e logo foi abrindo sua maleta, mostrando que tinha um relógio igual para vender, e começou com um discurso empolgado para a venda dos seus produtos. Ofereceu além de relógios, canetas, óculos de grau para leitura. O grupo negociou algumas coisas, mas tudo na pechincha. O número de vendedores ambulantes é grande e o assedio para a venda também.
Como já falei anteriormente, a cultura aqui é bem diferente, hábitos e costumes que realmente não estamos acostumados. Um casal de amigos, Carlos e Cacilda fizeram um tour até Marrakech, acharam tudo muito lindo, mas Carlos teve uma surpresa pois um árabe ofereceu 150 camelos para comprar sua mulher. Dizem que muita gente já teve problemas por aqui, você não pode levar na brincadeira, pois a prática é comum e eles levam muito a sério. É preciso ter cuidado, de preferência andar em grupo e ter alguém que fale a língua árabe ou o francês para facilitar a comunicação. É uma cidade de contrastes, por um lado a pobreza e o sofrimento do povo e por outro a imponência de casas em alguns bairros.
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